Conheça os 6 sintomas de compulsão por compras
- Nath

- 18 de mar. de 2021
- 3 min de leitura
Para conseguir parar de comprar compulsivamente, é preciso saber diferenciar satisfação natural de comprar e compulsão por compras.
1. Descontrole financeiro durante as compras
Há pesquisas que sinalizam que a compulsão por compras atinge 3% dos brasileiros. E um dos sintomas mais comuns é também uma consequência do ímpeto desenfreado do consumo: a demolição completa de sua vida financeira.
Em uma era de apelo exagerado ao “ter”, são diversos os meios que um obsessivo por compras pode usar para se enrolar financeiramente, seja pagando o mínimo do cartão (298,6% de juros ao ano), aderindo ao cheque especial (322,2% de juros ao ano), contratando crediários etc.
São muitas as armadilhas de crédito oferecidas pelo sistema financeiro. Há alguns devedores que, no desespero em conseguir mais crédito para continuar consumindo, realizam até mesmo empréstimos com garantia de imóvel, ocasionando a perda do bem.
2. Hábito de comprar escondido de familiares
O comprador compulsivo não tarda a mentir, comprar escondido e ocultar objetos pela casa. O receio da censura e a necessidade permanente de adotar uma postura que se sabe ser socialmente reprovável explicam esse comportamento.
3. Desejo insaciável ligado ao consumo
A pessoa compra sapatos que nem sequer servem, compra roupas que depois nem se lembra e adquire acessórios que se multiplicam exponencialmente pela casa. Quem tem compulsão por compras faz do cartão de crédito uma verdadeira arma. É preciso estar atento a esse descontrole.
4. Extrema ansiedade e transtorno de humor em longos períodos sem consumo
A irritabilidade durante períodos de “abstinência” é uma das principais manifestações clínicas ligadas a essa patologia. Essa semelhança com a dependência do uso de substâncias químicas justifica o surgimento de diversos grupos de “devedores anônimos” pelo mundo.
As perturbações emocionais decorrentes desse desequilíbrio, bem como a autoconfiança ilusória de que tudo ficará em ordem são fatores que acabam por conduzir os diagnosticados ao desespero, à perda de autoestima e até a consequências mais graves.
5. Aumento do desejo de comprar ao sentir-se triste e sob pressão
Há estudos da área médica que mostram uma correlação íntima entre o comprar compulsivo com o transtorno obsessivo-compulsivo e o transtorno afetivo bipolar.
Além disso, a soma de patologias psíquicas com distorções conceituais do ato de consumir (usado como estratégia para lidar com frustrações) ajudam a fazer com que o compulsivo construa um certo apego emocional e suposta segurança através da compra.
6. Sensação de frustração e fracasso após a efetivação de uma compra
A consequência dessa distorção do papel do consumo em nossas vidas gera uma posterior decepção e sensação de impotência diante do descontrole no momento da decisão de compra. Logo, inicia-se um intenso ciclo de “prazer-luto”.
O tratamento da compulsão por compras
Há inúmeras abordagens terapêuticas capazes de auxiliar quem sofre desse tipo de obsessão. Os tratamentos incluem o acompanhamento por fármacos (como ansiolíticos e antidepressivos), psicoterapias e até um processo de coaching, ministrado por um especialista em finanças pessoais. No mais, esses procedimentos podem ser feitos de forma concomitante a depender do quadro.
O objetivo de todas essas ações é ressignificar a relação gratificação-recompensa, canalizando em outras direções a busca do prazer de viver, no intuito de promover a felicidade distante da constante necessidade de fazer compras.
Para compreender como parar de comprar compulsivamente, você também pode seguir iniciativas como:
• busque nos anos iniciais de vida uma possível resposta para suas disfunções;
• agende um atendimento com um profissional da área médica, para encontrar o tratamento ideal;
• destrua seus cartões de crédito e compre apenas com dinheiro ou cartão de débito;
• cancele catálogos, assinaturas de e-mail de lojas, e evite colecionar folders promocionais;
• substitua o impulso de compras pela prática de atividade física regular;
• leve um amigo de sua confiança quando for comprar algo;
• desenhe um plano de ação para o futuro, cujo conteúdo contenha metas e investimentos que conduzirão aos seus objetivos de longo prazo (como aplicações em previdência privada);
• procure auxílio de um assessor de investimentos.



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